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Inconsciente e seus Aspectos
Quando
examinamos, sobre nós mesmos, sobre o nosso "eu",
constituímos elementos, através de conhecimentos
do que representa nossa individualidade, aquilo que faz com
que sejamos uma pessoa bem determinada e bem distinta das
outras. E tornamos diferentes dos animais por possuímos
consciência de si próprio.
O
eu de cada indivíduo, possui aspectos permanente, como
por exemplo, a fisionomia, nome, o corpo e outros aspectos
junto à estrutura no constante desenvolvimento; crenças,
padrões de comportamentos hábitos, cultura etc.
O
indivíduo toma conhecimentos de si próprio,
através, do conjunto de pensamentos, sentimentos e
ações. Segundo Freud há uma estrutura
da personalidade conteúdo inconsciente facilmente acessível
que entram em relação com o mundo exterior.
Todos
nós, somos estruturados a partir da linguagem e da
fala, estando portanto sujeito ao efeito do inconsciente.
Freud
"afirma que este fato inconsciente tem grande influência
na direção de nosso comportamento, na orientação
de nossas ações, podemos ignorar a existência
em nós de emoções, tendências e
impulsos, os quais na realidade, estão influenciando
fortemente as nossas vidas". Todos estes aspectos, estão
integrados, fazendo do eu, entidade mais complexa e importante
de cada um de nós, como conjunto.
existe
uma equivalência do que o sujeito diz, do que ele faz.
E esta questão se torna pertinente, neste contexto
que se resume na dimensão do inconsciente.
freud
descobre que toda a formação do inconsciente
transmite uma mensagem que é dirigida para o grande
outro.
Ela pode
falhar no discurso, mas não na verdade de que se fala.
No momento
que o indivíduo procura saber o que a outra quer, traz
a tona o inconsciente; que será o momento da exclusão
do campo da consciência de certas idéias, sentimentos
e desejos, (freud chama este momento de recalque).
O
consciente é um dos níveis da vida psíquica,
muito pequena em relação à parte inconsciente,
e do qual o indivíduo é responsável em
qualquer momento de sua existência.
Embora
o consciente seja uma continuidade durante a vida normal,
seu conteúdo é extremamente transitório
e se modifica continuamente.
Para
Lacan a vida inteira o sujeito repete situações,
que vai além o fantasma que o sujeito tem na infância,
constrói e atravessa.
Ele propõe
uma saída, que trabalhemos em relação
ao objeto e na construção do fantasma, na cura,
o analisando pode chegar o modo real, o sujeito poderá
se certificar disto e tomar outras decisões.
Contudo
existem pessoas que não sabem nada da sua própria
natureza, desconhece seu temperamento, pois elas não
estão ajustadas, ás exigências internas
da própria personalidade.
Segundo
Jung "são demasiadas ingênuas, e têm
necessidades de que lhe ensine que são seres humanos,
como todas as outras. Entretanto estes conhecimentos não
garantem a cura das neuroses , só recobram a saúde
se saírem da lama cotidiana em que vivem".
Pensar
em quem somos nós abre o inconsciente. Para freud o
sujeito não é o sujeito de sua vontade.
É
preciso reconhecer que existe para cada neurótico um
apelo de resistência, pois estes recusam a castração
e isto deixa uma certa nostalgia.
Deste
modo a psicanálise é o único discurso,
que utiliza palavras para o indivíduo saber o que diz.
Freud
não tratava em chegar a um nível de normalidade
cognitiva, simples e absoluta, ele se preocupou em formar
detalhes, para que no final o individuo, ficasse mais atento.
Ele considerou
o esquecimento, em termo de repressão, que em razão
de reprimimos os fatos desagradáveis, esquecemos as
idéias e os incidentes associados a eles, sempre que
há um esquecimento, há uma substituição.
Freud
estabeleceu relação entre o inconsciente e o
chiste, defendeu o sonho, como uma realização
disfarçada de um desejo, reprimido ou suprimido. Considerou
que o lapso de linguagem se valida do erro, para mostrar sintomas.Descobre
o segredo do sintoma, apresentado no corpo é análogo.
A
mesma força que faz com que o sujeito adoece, pode
aparecer como sintoma vindo tamponar o furo do significante
faltoso. Fala
do apego erótico e excessivo, às vezes inconsciente,
do filho em relação à mãe.
O
reprimido retorna - material infantil...lembranças
encobridoras, que manifestam, algumas vezes, quando estamos
adormecidos, através dos sonhos, as vezes quando estamos
acordados, através dos atos falhos e, também
nos estados de intoxicação.
Comenta
que todo os atos falhos, que aparentemente, não tínhamos
intenção de praticar, são atos que não
falham em nível de inconsciente. Estes atos são
causados pelos impulsos reprimidos que procuram se descarregar
de qualquer modo, mesmo interferindo em nossas ações
não submetidas à repressão.
De acordo
com freud, o sujeito sabe e pode chegar o modo real, a verdade
do seu desejo.
Para
concluir, a medida em que o sujeito faz novo significado,
ele vai mudando.
Jacira
Maria Moura Pereira Lacerda
Pedagoga, Habilitada em Educação Especial
Telefone: 9841-2897
Trabalho
de Conclusão de Curso – TCC de Introdução
à Psicanálise - Dezembro de 2002
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